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10/03/2010 06:00 - quarta-feira, 10 de março de 2010.
Parque das Águas sofre com a dengue
Quatro casos, em uma única rua, em menos de 20 dias

IPATINGA – Os moradores do Bairro Parque das Águas – antigo Planalto – continuam sofrendo as conseqüências advindas da falta de cuidados de alguns com relação à prevenção do mosquito da dengue. Conforme já havia sido noticiado na edição do dia 18 de fevereiro, a situação na região é crítica, só que agora já se acumulam cerca de 20 casos da doença, sendo que em um deles foi constatado dengue hemorrágica e a doente encontra-se internada na UTI do Hospital Márcio Cunha. A Rua Rio Doce é uma das regiões mais afetadas. Num espaço de menos de 50 m de distância, quatro casos de moradores com dengue foram registrados só nos últimos 20 dias. Os residentes da rua apontam dois locais das proximidades como sendo os principais focos da doença.

Os residentes daquela rua alegam que uma casa que fica localizada no logradouro está abandonada há alguns meses e com as chuvas dos últimos dias acumulou-se água no terraço, se transformando assim num criadouro propício para o Aedes Aegypti, o mosquito transmissor da dengue. Essa questão é a mais complicada, uma vez que como não tem ninguém morando no local.

A outra residência tida pelos moradores como sendo propagadora da doença fica na Rua Rio Jordão, perpendicular à Rio Doce. O problema é o mesmo, com a formação de poças na laje, mas a diferença é que essa casa é habitada. Os reclamantes disseram à reportagem do jornal VALE DO AÇO que o dono dessa residência se comprometeu a cobrir a área aberta de sua casa com telhas de amianto para evitar o perigo de dengue. Procurados pela reportagem, nenhum dos moradores foi encontrado no local para se manifestar.Até semana passada, havia mais um possível foco da doença, mas que foi resolvido após reclamações dos moradores da região junto à prefeitura. Uma equipe de agentes de controle de endemias do Setor de Controle de Zoonoses compareceu ao local e fez um serviço de dedetização num terreno onde uma casa estava sendo demolida e estava havendo uma concentração de entulhos e lixo, que são facilitadores para a proliferação dos hospedeiros da doença. 

A equipe da PMI aproveitou a visita à localidade para também realizar trabalhos de prevenção nas casas do quarteirão e ainda circulou pelas ruas do bairro o carro “fumacê”, que combate diretamente os mosquitos hospedeiros da dengue.

A cabeleireira Vanusa Deusdete Silva Fernandes admite que a PMI está se esforçando para prevenir mais casos da doença na região, mas para ela nenhuma medida foi tomada com relação ao principal fator de contaminação, que se trata de acabar definitivamente com os focos de dengue do bairro. “Nossa preocupação é que, num período muito curto de tempo, muitas pessoas pegaram a doença, chegando até mesmo a ter casos de dengue hemorrágica, que pode inclusive levar à morte. Meu marido, por exemplo, ficou sete dias internado. Foi um grande sofrimento pra ele, que teve fortes dores de cabeça e até problemas de pressão, que até então ele nunca tinha manifestado”, comentou.

Diante da gravidade da situação, os moradores organizaram um abaixo-assinado na vizinhança que será entregue ao poder público. 

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