FABRICIANO – Desde o assassinato de Felipe Vasques Ferreira, de 20 anos, ocorrido na tarde de segunda-feira (8), no Bairro Jardim Primavera, em Coronel Fabriciano, policiais militares e civis trabalharam ininterruptamente na prisão de suspeitos e na elucidação do crime. O empenho surtiu efeito. Três jovens, dois adolescentes de 17 anos e Marcelo Miranda da Silva, 21 – acusados de terem tido participação direta no homicídio –, foram detidos durante a madrugada desta terça (9), no Bairro Caladão. Conforme os policiais, o trio pertence a uma gangue da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Durante as diligências de localização dos suspeitos, houve troca de tiros e um dos menores acabou baleado duas vezes. Ele passa bem. Marcelo também foi atingido por um disparo, de raspão, no abdômen.
Felipe, que era natural da cidade de São Vicente (SP), foi morto com 14 tiros – conforme laudo de exame de necropsia do Instituto Médico-Legal (IML) de Ipatinga. Ele foi atingido na cabeça, nádegas, costas, braços e pernas. A vítima, que também era conhecida como ‘Maguila’, foi oficialmente identificada horas após o crime.
Ainda no local do assassinato foram levantadas informações dando conta de que seriam seis as pessoas responsáveis pela morte de Felipe. De acordo com que foi apurado, o grupo estaria escondido num sítio da Rua Antônio Fidélis, no Caladão. Uma operação foi montada por policias civis e militares, que cercaram todas as saídas do bairro. Até ônibus foram vistoriados.
Quando os policiais chegaram à propriedade para averiguar as denúncias acabaram recebidos a tiros. Houve revide e os integrantes da gangue conseguiram fugir, deixando para trás mais de 1 quilo de maconha e um aparelho celular.
SuspeitosDepois do tiroteio e da fuga de Marcelo e dos dois adolescentes, os policias continuaram no encalço deles, que acabaram detidos horas depois. Um dos menores teria assumido participação no assassinato, dizendo que atirou cinco vezes contra Felipe. O restante dos disparos que atingiram a vítima teriam sido efetuados por Marcelo e pelo outro adolescente. Eles usaram revólveres calibre 38 e uma pistola semi-automática 380.
Segundo informações levantadas pela polícia, a gangue traficava drogas e estaria em Fabriciano há meses. Uma mulher, a garçonete Viviane Aparecida de Alvarenga, 22, também foi presa pelos policiais. Ela é acusada de dar guarita em sua casa, na Avenida Iquê, no Caladão, aos integrantes da gangue. Ela mantinha um relacionamento com Marcelo. Todos os acusados foram levados para a 19ª Delegacia Seccional de Polícia Civil de Fabriciano para prestar esclarecimentos. “Nós traficávamos no Bairro Caladão e o chefe da ‘boca’ é um homem conhecido como Paulo. Somos de Belo Horizonte e estamos traficando aqui em Fabriciano há sete meses. Trazíamos a droga de BH, de ônibus. Compramos as armas usadas no crime em BH também. De mês em mês trazíamos 300 gramas de crack de BH para Fabriciano”, admitiu um dos menores. Conforme apurou a polícia, os envolvidos são da capital mineira e de Contagem. Felipe teria dado uma surra em um deles e, por isso, acabou morto.
Os policiais militares que trabalharam no caso foram comandados pelo major Sérvio Túlio, chefe da PM em Fabriciano. Já os policiais civis pelos delegados Gustavo Cecílio e Daniel Araújo.